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27/12/2018

Resenha: A flor cor de rosa


Título: A flor cor de rosa
Autor(a): Ana Souza
Número de páginas: 200
Sinopse: A belíssima e obstinada advogada Clarisse Marins, foi convidada para recepção do famoso Maximiliano Menegathy, que chegou ao Brasil depois de sua temporada de estudos no exterior. A curiosidade que move ambos, se torna uma arrebatadora e intensa paixão, movida por suas semelhanças e aguçada por suas diferenças. A liberdade de Clarisse... A possessividade de Max... 

Batalhadora, decidida e intensa, Clarisse se vê assombrada pelos seus demônios do passado e sente seu relacionamento ameaçado, quando chega a hora de revelar toda sua verdade.
 
''As pessoas são assim, doutora, sempre arranjam alguém para colocar a sua culpa, quando não pode suportá-la.''

Quando iniciei a leitura de ''A flor cor de rosa'' não fazia ideia das surpresas que me aguardavam. O livro faz parte da série ''As flores da Índia'', que tem sua continuação prevista para ser publicada no final de janeiro de 2019, está bem pertinho. 

Logo a princípio, somos apresentados à Clarisse Marins, uma advogada independente que parece ter sua mente completamente focada no trabalho. Sua vida cruza com a do Maximiliano numa festa que fora feita unicamente para sua recepção, uma vez que ele havia passado um período de tempo fora e agora encontrava-se retornando para integrar a equipe do escritório de advocacia da família Meneghaty.

O primeiro contato entre os personagens nota-se claramente que a atração que Max sentiu foi instantânea, pois sua curiosidade e atenção ficaram compenetradas naquela mulher que havia conquistado o respeito e carinho da sua família. Alguns momentos me deparei com descrições e diálogos um tanto clichês, mas nada que prejudique a leitura.

Conforme dito anteriormente, o interesse do recém-chegado é imediato e visível, desse modo, sabendo das investidas do irmão, Mike tenta alertá-la de que Maximiliano não era o homem ideal para ela, tendo em vista não só seu histórico, mas por saber realmente quem ele era. Eis a questão: Mike falava a verdade ou isso era apenas para afastá-los por ciúmes, por também ter caído nos encantos da moça e não aceitar perdê-la para seu irmão que mal chegou? É algo que só saberão lendo.


''- Se a pessoa não está ao seu lado, é porque ela não vale a pena, não se pode mandar no sentimento alheio, Max, se a pessoa não quer, está no direito dela.''

A autora tem uma escrita bem leve, é uma leitura fácil e rápida. As cenas de sexo estão mais detalhistas do que costumamos ver em obras nacionais, e isso, pelo menos para mim, não é problema, mas sei que muita gente acaba se incomodando quando os livros são descritivos nesse contexto. Se for para você, apenas passe a página.

- O que significa esse olhar, Max?
- Significa que eu quero você, muitas vezes, Clarisse.

O livro é dotado de momentos inesperados. Pontos que julgo importantes de serem ressaltados: A atitude da personagem de ter que sair contando aos amigos tudo o que aconteceu ou deixou de acontecer entre ela e Max não é algo que me agrade. Senti em sua fala como se isso fosse uma obrigatoriedade e achei um tanto infantil. Contudo, em momento algum o livro foca nessa construção, foi apenas uma pequena passagem que me chamou atenção.

Ademais, Maximiliano revela-se um homem possessivo e extremamente machista. Sim. Muito machista. Lia certos comentários feitos pelo personagem e não acreditava naquilo. Muito bom a autora ter frisado determinados comportamentos abusivos, pois é um tema que serve de alerta para quem está lendo esta obra. 

''É por isso que eles a chamam de Papoula, não é? Porque você é linda e perfeita, mas se chegar perto demais a gente vicia, igual à droga que é extraída da flor, e você rouba tudo, o sono, a alegria, a paz, é por isso, não é, doutora?''

Em vários momentos senti bastante a falta da vírgula antes do vocativo, nos quotes acima, por exemplo, coloquei. Isso é algo que merece cuidado, pois a falta de uma pode acabar mudando por completo o contexto de uma situação. 

É um livro que, embora talvez não aparente tanto, te faz refletir bastante. Sobre a vida, sobre os comportamentos não só que você tem, mas também sobre aqueles que você permite que as pessoas à sua volta tenham com você. Quais atitudes você suporta? Te faz pensar sobre as escolhas que você tem que fazer para a sua vida, onde você deve equilibrar e ter ciência daquilo que é mais importante. Realmente valeria a pena abdicar de certas coisas em função de outras? E como é crucial termos ao nosso lado pessoas que, de fato, se importem conosco. Gente que podemos contar seja qual for a situação. 

O final nos pega com um baque. Literalmente. Só posso dizer que a continuação é necessária. 
7

7 comentários:

  1. Achei super interessante a autora colocar um personagem como machista e não romantizar isso, principalmente em livros com enredos que contém conteúdo sexual, parece que o pensamento machista permeia a cena como se fosse algo legal de se ver e viver.
    Amei a sua resenha, sem dúvida é um livro que eu daria uma chance.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

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    1. Amei sua colocação! Exatamente isso.
      Acredito que você gostaria de fazer essa leitura. Beijos!

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  2. Olá Anni, tudo bom?

    Uma belíssima indicação de livro, parabéns pelo blog e resenha.

    Um beijo e boas festas.

    www.vaga-lumeando.blogspot.com

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    1. Olá! Tudo bem e com você?
      Muito grata! Boa festas para você também. beijos

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  3. Olá, Anni!
    Odeio personagens possessivos, é sempre um perigo quando o autor trata sobre esses assuntos como se fosse normal. Não, não é normal e eu fico muuuito feliz em saber que a autora soube abordar isso! Se fosse muito romantizado eu acho que tacaria o livro na parede hahahah Mentira! Não conhecia o livro, mas acho que daria uma chance.
    Beijos!
    Our Constellations

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  4. Olá, Anni.
    Eu achei a capa muito bonita e a história interessante. Mas pelo numero de páginas nem precisava ter dividido o livro hehe. Gosto de quando os autores inserem personagens machistas mas quando deixam claro que é um comportamento inaceitável. Se der eu vou ler ele.

    Prefácio

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  5. Olá,
    Não conhecia o livro, mas a premissa é interessante.
    Não me incomodo com as cenas eróticas, desde que não tenha aqueles palavriados estilo pornozão hahaha

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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