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02/11/2018

Era eu por nós e você apenas por si


Não foi por acaso. Você pode dizer que foi. Você pode fingir que foi. Você pode repetir mil vezes a mesma mentira para ver se ela acalenta seu coração. Uma pena que te doa. Mas, você sabe, não foi coincidência. O acaso realmente existe? Eu aposto que não. 

Pensar em você vem com aquele gostinho de nostalgia, algo que ficou para trás, mas que ao mesmo tempo se faz tão presente. 
Aqui. Agora. 
Parece que meu interior se apegou aos mínimos resquícios. 
Que perigo!

É que, embora você tenha ficado lá, esse lá é perto, porque eu te mantive aqui. Firme. Imponente. 
O erro foi meu por saber que você estava indo embora, mas, ainda assim, ter te deixado com a chave para entrar. 
Assim, quando quisesse. 

Pensar em você vem com aquela sensação de algo que deixei passar. Aquele vento forte que chegou bagunçando sem que eu pudesse fazer nada a respeito. Vai ver eu realmente não podia. E foi por isso que caí. 

Já era inerente à mim estar sempre buscando uma solução pra tudo, sempre remediando qualquer problema que aparecesse porque, na minha concepção, poderíamos dar um jeito. Nós poderíamos. Ah, como eu estava enganada. Nunca houve um nós. Enquanto eu segurava a barra por dois, você não pensou duas vezes em soltar a corda e me deixar cair sozinha. E foi aí que notei, infelizmente um pouco tarde, o que já estava bem estampado à minha frente, mas que, no fundo, talvez eu não quisesse acreditar. Acabou. Era eu por nós e você apenas por si. 

Não precisa devolver a chave, finalmente coloquei uma tranca.

27/10/2018

Resenha: A Infiltrada - Infiltrando-se em seu coração


Título: A Infiltrada - Infiltrando-se em seu coração
Autor(a): Natália Marques
Número de páginas: 881
Sinopse: Um ano após infiltrar-se na Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e assistir seus planos serem destruídos, a mafiosa Claire Evans não imaginava que sua única chance de fugir dos muros mais bem protegidos do mundo seria confiando sua vida nas mãos do temível generalíssimo Alan Beckert, seu impiedoso treinador de boxe que, por muito tempo alvo de seu ódio, não fora, por muito pouco, alvo de seu revólver. Com sede de vingança graças ao seu passado de mentiras na Máfia Padova, a mais nova Alfa-I do país não saberá decidir o que é mais arriscado: ser perseguida pela NSA e por seus antigos chefes, que querem silenciá-la para sempre, ou enfrentar as consequências de infiltrar-se no lugar mais protegido e perigoso que já confrontara - o coração do general Beckert. A continuação de “A Infiltrada – Infiltrando-se na NSA” segue ainda mais eletrizante em suas páginas de amor e vingança. Repleta de cenas de ação, será um desafio para você, leitor, conseguir largá-las.
 
''Claire Evans concluiu que, se o que sentia naquele momento não fosse o tão famoso amor, ela temeria verdadeiramente senti-lo, pois algo maior do que aquilo seria, no mínimo, mortal.''

Eu sou uma das pessoas mais suspeitas para fazer seja uma resenha ou até mesmo um mero comentário quando o assunto se trata de ''A Infiltrada''. Quem me conhece, sabe que esperei ANOS por esse livro - eu o acompanhava desde a época em que ele ainda era uma fanfic postada no orkut. Acreditam? Faz um tempo aí, viu? E sabe por qual motivo essa resenha sempre foi tão adiada? Porque é muito mais difícil falar de um livro impecável. É muito complicado falar de um livro que você vê todos os pontos tão bem encaixados. Parece que, mesmo que eu passe horas escrevendo essa resenha, ela nunca vai expressar o quão incrível esse livro é. Algumas coisas são assim, consideramos tão perfeitas que não encontramos palavras suficientes para descrever. Posso, pelo menos, tentar, certo?

Esse é o segundo livro de A infiltrada. Em ''A infiltrada - infiltrando-se na NSA'', Claire Evans, membro de uma das máfias italianas mais procuradas, a Padova, infiltra-se na Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos com missões a serem cumpridas que saíram completamente do seu controle. Ela não imaginava que, uma vez lá dentro, o general Beckert fosse ser um grande empecilho para os seus planos.

Por outro lado, o mundo realmente dá muitas voltas, pois o dono daqueles olhos verdes que, outrora era uma completa pedra no seu sapato, agora torna-se, na realidade, sua única salvação.


''Você não tem muito a perder, novato.'' Ele respondeu, não mentindo, nem para salvar seu orgulho, que tudo ocorreria bem. ''É sua única chance.'' E também poderia ser a única dele. A simples ideia de nunca mais poder chamá-la de ''novato'' e ''prepotente'' tornou-se atormentadora, assim como o fato de ela estar longe de seus braços.''
Por isso digo que sou suspeita para falar, AI é, sem dúvidas, minha obra nacional favorita. Quando se trata do assunto da escrita, Natália também não deixou a desejar, a leitura flui naturalmente e não fica cansativa - o que é ótimo, pois a história é complexa e dá para ler sem problemas. É interessante de ver o quanto houve o aprimoramento, ela não escreve algo só por escrever, se aquela palavra não for fazer diferença, ela simplesmente não vai estar lá. Nunca foi de preencher espaços só por preenchê-lo, o preenchimento deve ser necessário. E eu gosto bastante de ver isso, porque sou bem perfeccionista.

O enredo é muito envolvente, a história foge por completo do clichê e você nunca vai saber o que está por vir. Esse era um dos motivos que fazia todos ficarem tão ansiosos para saber o final do livro, porque ninguém podia presumir o que os esperava. Claire teve um passado de mentiras na máfia Padova, máfia esta pela qual o general nutre uma sede de vingança. Ao fugir da NSA, Claire passa a ser uma das criminosas mais procuradas - não só pela NSA, como também por seus antigos chefes - era quase impossível imaginar o que sairia daí.

Pra completar a confusão da sua vida, ela escapa de um dos órgãos mais poderosos e adentra aquele que antes fora tão inabitável - o coração do Beckert (morro com esses dois) e esse acaba sendo o maior desafio da sua vida. A autora desenvolveu um romance onde eles nunca precisaram dizer um 'eu te amo' para expressar que amava. E essa seria uma fala tão atípica deles. Confesso que seria um choque ouvir tais palavras saindo da boca do general ou até mesmo do novato. E o fato delas nunca terem sido ditas, lhes garanto, não fez falta. 
 

Esteja com o coração bem preparado para iniciar a leitura desse livro. Estou contando sem entrar em detalhes porque, caso fosse o contrário, eu ficaria louca da vida se alguém me contasse um mínimo spoiler que fosse de AI. Mas uma coisa é certa, será surpresas em cima de surpresas, ver esses dois se permitindo me enche de orgulho.


''De todas as merdas que você já fez, entrar na minha vida foi a melhor delas. Você me faz sentir vivo, novato.''

A autora foi extremamente inteligente no ponto em que encerrou o livro. Embora eu, obviamente, tenha ficando ansiando por mais, acredito que encerrar naquele ponto foi uma grande jogada da Natália Marques. Explico o que quero dizer. Terminei a leitura desejando bem mais páginas ali pela frente. Entretanto, ao mesmo tempo senti receio de uma continuação que comprometesse algo.

Foi impossível não terminar a leitura já ficando com aquele aperto no peito de saudade. Nem preciso dizer quantas vezes já reli, não é? Voa, novato! Voa, general! E que a verdade seja dita:

Que livro filhodeumpai (entendedores, entenderão). 

 O livro está à venda na Amazon, corre lá!

31/05/2018

Eu quero é fugir da bala.



Ficar nessa situação me mata, mas pensar em ir embora também me parece tão torturante. Me ajuda com uma saída, torna as coisas ao menos um pouco mais fáceis pra mim. Tenho que ir embora. Preciso. Mas meu coração quer tanto ficar. Só tenho duas alternativas, ambas horripilantes. Parece que só me foi dado o direito de escolher qual tiro irá me atingir, eu quero é fugir da bala.


Não consigo imaginar como seria minha vida caso nossos caminhos não tivessem se cruzado. Menos dolorosa, é o que suponho. Contudo, não tão interessante. No fim das contas, ainda estou lidando com os impactos causados, foram esses seus olhos doces que quase quebraram meu coração. Opa, quebrou. 

Não importa o quanto os dias passem, esse famoso tempo não me fez te esquecer, me ensinou apenas a lidar com a situação e por muito tempo achei que isso fosse o suficiente. Mas não era. Colocou ainda mais perguntas em minha cabeça, me deixou trabalhando com várias hipóteses, eu realmente prefiro não me preencher de ilusões.

Eu poderia dizer que te amo tanto, que a melhor escolha seria ficar. Entretanto, é justamente por esse amor ser tão grande, que eu te digo que ele está quase me cegando, não me deixando ver a melhor resposta. Meu coração permanece dizendo que meu lugar é tentando. Garoto, olha minha contradição fundada em dúvidas. Continuo insistindo em ficar aqui, porque sei que, uma vez que eu me vá, não volto mais.

30/03/2018

Antes de você ir embora, me deixa tentar te fazer ficar.

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imagem: pinterest


Antes de você ir embora, me olha mais uma vez que eu preciso fixar esses olhos na minha mente. Antes de você ir embora, por favor, me abraça bem forte e faz dos teus braços meu lar. Antes de você ir embora, me fala sobre as notícias que saíram no jornal, aquela música nova que foi lançada, sei lá, até a respeito do tempo... Eu só preciso tanto ouvir tua voz. Antes de você ir embora, deita aqui na cama, se embola comigo no edredom e esquece que tem hora pra voltar.


Antes de você ir embora, deixa eu te beijar de novo e te fazer não querer parar. Antes de você ir embora, vamos repassar novamente aqueles planos que estávamos fazendo para o nosso futuro. Antes de você ir embora, vem comigo comprar aquelas passagens da nossa viagem tão esperada. Antes de você ir embora, não esquece que a lua faz parte da nossa história.

Antes de você ir embora, vem cá e deita no meu colo. Antes de você ir embora, me deixa te explicar que certas coisas não passaram de um mal entendido. Antes de você ir embora, deixa eu te contar aquela história que sempre te fazia rir. Antes de você ir embora, repensa se essa escolha que te leva pra longe realmente é a que te faz bem.

Antes de você ir embora, pensa em todas as coisas que passamos para chegar até aqui. Antes de você ir embora, fique ciente de que parte de mim está levando junto consigo. Antes de você ir embora, entenda que na primeira confusão não se pode abandonar a barraca. Antes de você ir embora, escuta esse coração que bate e diz que esse amor ainda está tão vivo aqui dentro. Antes de você ir embora, me deixar tentar te fazer ficar.

24/02/2018

Sobre as mentiras que contamos para o coração

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Eu nem lembro daquele abraço apertado que você me dava todos os dias. Eu nem lembro a forma como seus olhos brilhavam quando ficava empolgado com algo (eram tão lindos). Eu nem lembro de como meu coração acelerava só por você estar perto. Eu, sinceramente, nem lembro mais de você. ⠀ 

Eu nem lembro de como seus braços faziam um porto ao meu redor e me deixavam segura. Eu nem lembro da forma que as horas voavam quando estávamos juntos. Eu nem lembro mais do cheiro convidativo que você tinha (eu me perdia nele). Eu, sinceramente, nem lembro mais de você. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Eu nem lembro dos ciúmes bobos que eu sentia. Eu nem lembro mais que era contigo que eu formulava meus planos. Eu nem lembro mais que eu queria meu futuro junto ao seu. Eu nem lembro o sonho que tive ontem à noite com você (por pensar tanto). Eu nem lembro mais o quanto te admirava por tocar e cantar. Eu nem lembro mais do quanto eu tinha vontade de te guardar num potinho pra levar junto comigo. Eu, sinceramente, nem lembro mais de você. 

Eu lembro de cada noite que fui dormir chorando por a saudade corroer meu peito. Eu lembro de como queria que tudo desse certo. Eu lembro da vontade de te ligar e correr para os teus braços. Eu lembro que escrevo que 'nem lembro' só pra ver se dá certo. Eu lembro que menti nesse texto dizendo que não lembrava. Eu lembro que esse amor ainda tá aqui dentro. Eu, sinceramente, ainda não esqueci você. 

22/07/2017

De quebra, quebrou a cara.

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Ela deixava a barreira de proteção bem intacta, já tinha passado por tanta coisa que a autoproteção só pedia para ser aumentada. Que criticassem, que a colocassem como estranha em suas argumentações, ligar para as opiniões alheias nunca foi da sua natureza mesmo. Mantinha-se quieta, distante do que julgava que poderia lhe causar qualquer tipo de problema, e, por mais que o coração desse sinais de que queria seguir em frente e lidar com isso, ela se retraiu mais uma vez. Mas, ah... você sorriu.

Até pode dizer que por vezes tentou de tudo. Vai lá virar a cabeça pra respirar fundo uma segunda, terceira, quarta vez. Apagar aquela fatídica mensagem pra não ficar relendo durante o dia inteiro quando, na verdade, tinha milhares de coisas esperando para serem feitas. Algo que fica ali, martelando constantemente lhe causando dor por não ter, mas te fazendo sentir mais dor ainda por imaginar a dor que seria ter e perder depois. Era insano, insanidade maior seria não arriscar.

Jogar pra baixo do tapete ela sabia que já não mais dava certo. Sabe aquela borracha ruim? Aquela que só piora a situação? Pois bem, parecem aquelas borrachas ruins que quanto mais você tenta apagar, mais vai deixando tudo manchado. Quanto mais você tenta limpar, mais sujo fica. Ela queria passar uma borracha na cabeça e outra no coração. Que horrível, uma tentativa ínfima de salvar algo que nem tinha mais conserto.

Sem ter para onde correr, ele se tornou mais especial do que um dia o próprio poderia imaginar. E ah, meu Deus! Nem ela. Porque a realidade é essa, às vezes, quanto mais você tenta puxar pra longe, tenta fugir de algo que bate constantemente à sua porta, o inesperado acontece. Olha que é, você acaba esticando tanto pra longe que lança de volta pra perto.

E ela, tão difícil de conseguir confiar nas pessoas foi lá e quebrou a barreira confiando em você. E com você, de quebra, quebrou a cara.

01/10/2016

Nesse jogo, não ganha o melhor jogador.

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Não há mais nada a perder.  É chegada a hora de colocar as cartas na mesa e terminar logo esse jogo. Chega de frustração e palavras ao vento. Não mais pistas opacas com interpretações errôneas. O sinal já está fraco pra ver quem se permite primeiro e fala de uma vez a decisão. A minha está tomada, a sua não?

Algumas coisas a gente acaba ignorando com o passar do tempo. Na primeira vez machuca tanto que você sufoca e tem a impressão de que não vai resistir. Chora, fica pra baixo, e as coisas parecem perder um pouco a razão. Estranho ver tudo sem cor, não é? Na segunda, a dor é forte, mas você lembra que já passou por isso antes e aguentou. Esse absurdo acalenta. Isso acolhe. É aquele suspiro pesado que acaba confortando. Na terceira, vamos confessar, continua machucando. É aquela pedrinha que está lá no sapato que dói, mas que você consegue continuar andando com ela. Você acabou se acostumando com aquele incômodo. É preguiça de tirar? Seja na terceira, quarta, quinta ou sexta vez. Não importa a colocação, vai continuar machucando. 

Talvez mude a intensidade, porém, meu amigo, a dorzinha vai continuar lá. Não se acostume com o que é ruim. Para de se conformar, para de empurrar com a barriga, para de achar que do nada uma mágica vai fazer tudo dar certo. Esperneia, fala alto, coloca tuas vontades pra fora e se faça ser notado. Não deu certo? Liberte-se. Dói pra tirar, contudo, tenha certeza, a dor é bem maior se deixar.

Resolvi que cansei. Chega uma hora que não adianta mais tentar segurar quando tudo já está caindo. Não adianta continuar o esforço quando não se tem em vista a probabilidade de um bom resultado. Não adianta alavancar as forças para um trabalho árduo onde o resultado não se pode conseguir sozinho. Não adianta cobrir os problemas quando eles estão gritando para serem expostos e resolvidos. Queria cair. Soltei. Abandono as cartas, levanto da mesa e desisto de jogar. Nesse jogo, não ganha o melhor jogador.